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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Inclusão e Necessidades Educativas Especiais















Este livro serve como apoio para educadores e professores, no que diz respeito às necessidades educativas especiais.
Ajuda a compreender melhor os conceitos de inclusão, educação especial e necessidades educativas especiais, o que irá levar a que consigam perceber qual o seu papel num contexto de escola inclusiva, através da aquisição de informação e estratégias que lhe permitam criar salas de aula inclusivas que valorizem a diversidade, tendo em conta as diferentes necessidades dos alunos.

In: http://www.portoeditora.pt/produtos/catalogo/ficha/id/133895

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A inclusão dos alunos com Necessidades Educativas Especiais nos estabelecimentos de ensino regular

"(…) As crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas regulares, que a elas se devem adequar através de uma pedagogia centrada na criança, capaz de ir ao encontro destas necessidades."
Declaração de Salamanca, 1994

A educação das crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE) tem sofrido algumas alterações ao longo dos anos. Desde a década de 70 que estas crianças passaram a ser integradas nas Escolas Regulares, sendo que só na década de 90 se pôde falar de inclusão propriamente dita (crianças com NEE incluídas nas classes regulares). É nesta altura, com a Declaração de Salamanca (1994, artº. 7º), que surge o conceito de Escola Inclusiva: “O princípio fundamental das escolas inclusivas consiste em todos os alunos aprenderem juntos, sempre que possível, independentemente das dificuldades e das diferenças que apresentem”.

Assim, o conceito de Escola Inclusiva valoriza a ideia de que todos temos um contributo positivo para oferecer à própria escola e à sociedade, incluindo as crianças portadoras de deficiência. Na verdade, a diversidade de pessoas é sempre sinónimo de enriquecimento, isto é, oferece, a todos os membros da classe, melhores oportunidades de aprendizagem (Stainback & Stainback, 1992, citados por González, 2003), pois cada pessoa/aluno constrói a sua pessoa através da interacção que mantém e assume com o meio circundante (Morgado, 2003).

Com a inclusão dos alunos com NEE nos estabelecimentos de ensino regular, o sistema educativo passou, então, a ser caracterizado por uma população heterogénea e, como tal, seria necessário que as escolas dispusessem de recursos (espaços físicos, professores especializados e outros técnicos) que permitissem um sistema de apoio adequado a estas crianças (Rebelo, Simões, Fonseca & Ferreira, 1995); “Todas as crianças com NEE têm direito à educação pública gratuita, a qual se deve revelar adequada às suas necessidades educativas” (Nielsen, 1999, p. 15). Para Correia (1997, citado por Correia, 2004, p. 373), os alunos com NEE “podem necessitar de apoio de serviços de educação especial durante todo ou parte do seu percurso escolar, de forma a facilitar o seu desenvolvimento académico, pessoal e socioemocional.

Segundo Jiménez (1997), estas modalidades de apoio podem ser: 1) sala de apoio, segundo a qual o aluno está integrado na classe regular e é atendido na classe de apoio, regular ou ocasionalmente, 2) apoio na classe regular, em que o aluno recebe o apoio sem sair da classe regular. Porém, o uso alargado da estratégia “sala de apoio” foi muito contestado na década de oitenta, pelos efeitos negativos ao nível da auto-imagem dos alunos e por representar um empobrecimento da estimulação e da interacção com os colegas, uma limitação das oportunidades educativas e um currículo mais restrito. Como consequência disto, passou a defender-se que o atendimento aos alunos com NEE deveria ser feito na própria classe regular. No entanto, segundo Florian (1998, citada por Marvin, 1998, p. 192), “as condições ambientais das turmas do ensino regular podem nem sempre ser adequadas a todos os alunos em todas as ocasiões e, por isso, há que examinar o lugar que ocupa o ensino individual na prática inclusiva”. Fundamentalmente, o sucesso do apoio em contexto de sala de aula está dependente de um trabalho conjunto entre todos os profissionais, que assente numa cultura de colaboração.

E é precisamente aqui que se destaca o papel do licenciado em Educação/Ciências da Educação, cujos deveres profissionais se prendem “ao nível da formação, realização, bem-estar e segurança dos alunos, da colaboração activa com todos os intervenientes no processo educativo, seja na organização e acompanhamento das actividades prosseguidas no estabelecimento (…), da identificação de situações problemáticas ou de necessidade de intervenção” (Almeida, Xavier & Cardoso, 2001, p. 218). Assim, de entre as várias funções do licenciado em Educação/Ciências da Educação é de destacar o seu contributo “na organização e promoção de acções de avaliação e apoio aos alunos com necessidades educativas especiais” (Portaria nº63/2001, citada por Almeida, Xavier & Cardoso, 2001, p. 219), nomeadamente, no tratamento/intervenção (inclusive diagnóstico) de crianças e jovens com problemas/distúrbios de aprendizagem e com deficiências sensoriais e/ou físicas, entre outras (Rebelo, 1998).

Como afirma Florian (1998, p. 45), “Um professor sem formação apropriada, por muito aberto e bem intencionado que seja, não conseguirá dar a educação apropriada a alunos com dificuldades de aprendizagem ou outras necessidades educativas especiais se não tiver o apoio dos colegas mais experientes”.

Recorrendo às palavras de Rose (1998, p. 62), “os professores que estão a trabalhar para desenvolver salas de aula inclusivas têm de desempenhar um papel activo na pesquisa de metodologias práticas que se centrem nas necessidades dos alunos” (e o licenciado em Educação/Ciências da Educação pode ajudá-lo). Importa encontrar, para cada criança com dificuldades, as respostas adequadas às suas necessidades específicas, mobilizando saberes de diferentes disciplinas, envolvendo vários profissionais, organizando os recursos que se sabe existirem, assumindo o dever de solidariedade colectivo e garantindo às crianças diferentes o direito ao futuro. Assim, “os professores que trabalham para desenvolver um currículo que corresponda às necessidades de todos os alunos estão a desenvolver um veículo para a inclusão; aqueles que tentam ajustar os alunos às estruturas existentes constituirão, mais provavelmente, uma alavanca para a exclusão” (Rose, 1998,p.63)


in: Contextos

"Chaves" para um possível êxito da inclusão

Na ausência de receitas mágicas que garantem o sucesso da inclusão, existem, no entanto quatro ingredientes, frequentemente mencionados, que parecem desempenhar um papel chave em todo este processo:
  • As atitudes dos profissionais e das famílias.
  • A relação dos pais com os prestadores de cuidados.
  • A intervenção pedagógico-terapêutica.
  • As adaptações dos contextos físicos.

in: Coisas de Criança

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A inclusão de crianças e jovens com NEE

É necessário que a escola desenvolva processos de inovação e mudança que respondam com eficácia a todos os alunos.

A atenção às diferenças individuais, seja qual for a sua origem, numa escola inclusiva, exige currículos abertos e flexíveis, capazes de responder às necessidades comuns ao conjunto da população escolar.

É necessário que haja diferenciação, adaptação e individualização curricular às necessidades e características de cada aluno, em especial dos alunos com NEE. Todos os alunos deverão ter os mesmos direitos e oportunidades, incluindo o direito à diferença e a uma educação adaptada às suas necessidades.


Podem consultar o texto completo aqui: A inclusão de crianças e jovens com NEE

Rede Inclusão

Este web site, REDEinclusão, segundo a sua mensagem de boas vindas, "destina-se a reforçar a influência do “Enabling Education Network” (EENET) no mundo que fala Português. Nos últimos dez anos, o EENET têm tido uma acção pioneira na difusão da importância da partilha de experiências, por parte daqueles que, ao nível das suas comunidades, tentam ultrapassar as barreiras que dificultam a participação das crianças na educação."

Aqui poderá encontrar Notícias, Recursos, Ligações e até o Boletim desta rede, tudo sobre a inclusão de pessoas com Necessidades Educativas Especiais.

Pode adeder a ele, clicando aqui.

Escola Inclusiva

Uma escola inclusiva ou educar para a inclusão é afirmar que todos tem o direito de estudar numa escola regular com outros educandos, construindo juntos o conhecimento.

O art. 74 da Constituição da Republica Portuguesa enuncia o direito de todos os cidadãos à igualdade de oportunidade de acesso e êxito escolar. O n.º 2 do mesmo artigo adianta “incumbe ao Estado: …garantir a todos os cidadãos segundo as suas capacidades, o acesso aos graus mais elevados de ensino; … - promover e apoiar o acesso dos cidadãos portadores de deficiência ao ensino e apoiar o ensino especial quando necessário”.

Apesar de estar enunciado na Constituição da Republica Portuguesa desde 1982 é a partir de 1994, que a inclusão da criança com deficiência na escola ganha força, com a publicação pela ONU da Declaração de Salamanca sobre os princípios, políticas e práticas em educação especial, que o termo Educação Inclusiva se coloca como meta aos países que assinaram a declaração entre os quais Portugal.

O paradigma da inclusão está na crença de que a diversidade é parte da natureza humana, a diferença não deve ser vista como problema, mas como uma riqueza.

Quem ganha com a inclusão? Ganhamos todos!

Ganham as crianças com deficiência que tem a oportunidade de se desenvolver na comunidade escolar e social a que pertencem, de conviver com os parceiros e beneficiar de modelos de acção, aprendizagem integrados e que os estimula. Podem ajudar e ser ajudados a lidar e a superar as dificuldades.

Ganham as outras crianças que aprendem a conviver com a diversidade e a respeitar a diferença, serão certamente adultos muito melhores!

Ganham os educadores/professores que enriquecem a sua formação e ganham as famílias que passam a ver o seu filho como um cidadão que tem o direito de partilhar dos recursos da comunidade.

Ganha a comunidade como um todo, torna-se um espaço mais democrático, que recebe e acolhe todos os seus membros com igual dignidade.